Protocolo de desparasitação: Seu paciente tem pedido por um?
Postado em 05/05/2026 às 09h:00
É verdade que a utilização de fármacos para a eliminação de vermes era muito comum no passado, mas o saneamento básico no Brasil era mais precário e essa prática fazia sentido… naquela época…
Hoje em dia, a desparasitação não é recomendada como prática rotineira e indiscriminada para toda a população, sendo adotada apenas em estratégias direcionadas.
Mas então, o que você precisa saber para orientar e tratar seu paciente corretamente?
1 – Se houver suspeita de infecção é crucial identificar o parasita envolvido. Exames como o parasitológico de fezes, ELISA (o teste Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA) é usado para detectar a presença de anticorpos ou antígenos específicos no sangue) e imunofluorescência para detecção de antígenos nas fezes podem ser necessários.
2 – Identificando o parasita, o tratamento medicamentoso correto será orientado, pois cada parasita requer um fármaco específico (prescrito por médico).
3 – Estratégias naturais como chás, shots, tinturas e óleos essenciais não são eficazes para a desparasitação.
4 – As fases da lua não influenciam o sucesso do tratamento.
5 – E sintomas como queda de cabelo, unhas quebradiças, cansaço, indisposição e flatulência intestinal não são exclusivos de infecções parasitárias, podendo indicar outras condições.
Investigue e trate seus pacientes com cautela, e principalmente fiquem atentos às evidências científicas e sempre busquem informações atualizadas.
Conteúdo baseado em publicação de autoria da nutricionista e professora Dra. Aline David. Aline David é nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo, com atuação em consultório desde 2009 realizando atendimento na área de nutrição clínica e esportiva; Mestre e doutora em fisiologia humana pela USP; Colunista da revista Isto É Bem-Estar.
Possui 14 anos de experiência como docente em cursos de graduação e pós-graduação (especializações e mestrado) em nutrição e saúde.
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