Protocolos de desidratação para atletas de fisiculturismo
Postado em 03/04/2025 às 08h:30
A desidratação é uma prática comum no fisiculturismo, especialmente entre atletas que buscam um visual mais seco e definido para competições. No entanto, como treinador, é fundamental compreender os riscos envolvidos na manipulação dos fluidos corporais. Quando realizada de maneira inadequada, a desidratação pode comprometer a saúde e o desempenho do atleta. Este guia explora os protocolos de desidratação, as estratégias mais utilizadas pelos atletas e, principalmente, como orientar seus atletas para que esse processo seja feito de forma segura e eficaz.
Como funcionam os protocolos de desidratação?
Existem diferentes abordagens para manipular a hidratação de um fisiculturista com o objetivo de alcançar a estética desejada. Como treinador, é fundamental entender essas estratégias para orientá-las de forma segura. As principais incluem:
1- Manipulação da Ingestão de Água
No início da preparação, o atleta pode aumentar o consumo de água, seguido de uma redução gradual à medida que a competição se aproxima. O pico da desidratação ocorre nas últimas 24 a 48 horas antes do evento, quando a ingestão de líquidos é drasticamente diminuída para “secar” o corpo e destacar a definição muscular.
2- Uso de Diuréticos
Alguns atletas recorrem ao uso de diuréticos para eliminar líquidos rapidamente, mas essa prática é arriscada. O uso indiscriminado pode levar a desequilíbrios eletrolíticos e desidratação extrema. Como treinador, é essencial alertar sobre os riscos dessa abordagem.
3 – Manipulação de Carboidratos e Sódio
A redução de carboidratos na dieta diminui a água armazenada no corpo, pois o glicogênio atrai água. Porém, em momentos estratégicos, aumentar os carboidratos pode promover retenção de líquidos nas células musculares, aprimorando a definição. O ajuste do sódio também é importante, pois ele afeta a retenção de líquidos e a secura da pele.
Como garantir a desidratação segura para seus atletas?
Como treinador, seu papel é planejar e monitorar de perto o processo de desidratação, assegurando a saúde do atleta. Algumas práticas essenciais incluem:
1 – Educar sobre os Riscos
Converse com seus atletas sobre os perigos da desidratação. Embora a estética seja importante, a saúde deve sempre vir em primeiro lugar.
2 – Monitoramento Contínuo
Durante o processo, observe sinais de desidratação como urina escura, cãibras musculares e fadiga excessiva. A comunicação constante é essencial para garantir o bem-estar do atleta.
3 – Desidratação Gradual
Evite a redução abrupta de líquidos. A diminuição deve ser feita de forma gradual, monitorando constantemente a resposta do corpo para evitar complicações.
4 – Reposição de Eletrólitos
Se forem adotadas estratégias agressivas, como o uso de diuréticos ou manipulação intensa de líquidos, é crucial repor eletrólitos. Potássio, sódio e magnésio são essenciais para prevenir cãibras e problemas cardíacos.
5 – Hidratação Pós-Competição
Após a competição, a reidratação deve ser gradual para evitar sobrecarregar os rins e o sistema cardiovascular. Evite que o atleta beba grandes quantidades de uma vez.
Como treinador, você tem a responsabilidade de garantir que seus atletas sigam um protocolo de desidratação seguro e eficaz, evitando práticas perigosas que possam comprometer sua saúde e desempenho. Adote uma abordagem informada, gradual e monitorada, sempre priorizando a saúde do atleta. Ao fazer isso, você ajudará seus atletas a alcançar os melhores resultados estéticos de forma segura, sustentável e eficaz.
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