Protocolo de desparasitação: Seu paciente tem pedido por um?

Postado em 11/03/2026 às 09h:00

É verdade que a utilização de fármacos para a eliminação de vermes era muito comum no passado, mas o saneamento básico no Brasil era mais precário e essa prática fazia sentido… naquela época… 
Hoje em dia, a desparasitação como uma prática rotineira não faz parte das diretrizes nacionais. A prevalência de parasitas no Brasil caiu para menos de 11% da população. E a OMS recomenda desparasitação apenas em áreas onde a infecção ultrapassa 20%. 
Mas então, o que você precisa saber para orientar e tratar seu paciente corretamente?

1 – Se houver suspeita de infecção é crucial identificar o parasita envolvido. Exames como o parasitológico de fezes, ELISA (o teste Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA) é usado para detectar a presença de anticorpos ou antígenos específicos no sangue) e imunofluorescência para detecção de antígenos nas fezes podem ser necessários. 
2 – Identificando o parasita, o tratamento medicamentoso correto será orientado, pois cada parasita requer um fármaco específico (prescrito por médico).
3 – Estratégias naturais como chás, shots, tinturas e óleos essenciais não são eficazes para a desparasitação. 
4 – As fases da lua não influenciam o sucesso do tratamento. 
5 – E sintomas como queda de cabelo, unhas quebradiças, cansaço, indisposição e flatulência intestinal não são exclusivos de infecções parasitárias, podendo indicar outras condições. 

Investigue e trate seus pacientes com cautela, e principalmente fiquem atentos às evidências científicas e sempre busquem informações atualizadas. 

Aline David


SOBRE A AUTORA:

Dra. Aline David é Nutricionista pelo Centro Universitário São Camilo, atuação em consultório desde 2009, realizando atendimento na área de nutrição clínica e esportiva; Mestre e doutora em fisiologia humana pela USP; Colunista da revista Isto É Bem-Estar.
Possui 14 anos de experiência como docente em cursos de graduação e pós-graduação (especializações e mestrado) em nutrição e saúde.
Coordenadora do curso de pós-graduação em Nutrição Estética, Esportiva e Saúde da Mulher na Faculdade UNIGUAÇU.

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